sexta-feira, 1 de março de 2019

CARNAVAL 2019 > Renata Spalicci, musa da Tatuapé, é executiva e fisiculturista: 'Tive de lidar com o preconceito do mundo dos negócios'

Era sonho dela ser musa no carnaval. 'Fazer coisas em mundos tão antagônicos é a prova de que a mulher pode fazer tudo e ser respeitada'.



Renata Spalicci, 37 anos, está estreando no carnaval como musa da bateria da bicampeã Acadêmicos do Tatuapé. A história não começa aqui, entretanto. Executiva e herdeira da Apsen, indústria brasileira do ramo farmacêutico, Renata teve de lidar com o preconceito do mundo dos negócios antes de ocupar um posto em uma escola de samba.


"Eu sempre quis desfilar, acho que faz parte da nossa cultura, mas tinha receio. É um mundo diferente, não sabia como era entrar para o carnaval, se respeitavam as mulheres na quadra. Eu tinha medo de me expor, de estar em um palco de biquíni e no dia seguinte estar em uma reunião com um homem que viu uma foto, pensava em como ele iria me tratar", diz ela.


Quando visitou a quadra da Tatuapé, no entanto, se sentiu em casa. "Eu me surpreendi tão positivamente! A Tatuapé é tão querida, tão família, a comunidade, as crianças são tão fofas. Eu me arrepio ouvindo o samba, que está incrível, parece que tudo converge. Foi o momento certo, a escola certa", reflete Renata.


A musa posou para a série de ensaios do G1 "As escolas e seus enredos" na antiga escola das meninas na Vila Maria Zélia, no bairro do Belenzinho, na Zona Leste de São Paulo. Trata-se de uma vila de casas construída em 1917 para abrigar 2500 trabalhadores da tecelagem do bairro, a Cia Nacional de Tecidos da Juta.

A escolha do local não foi por acaso. Este ano, o G1 usa locais históricos da capital paulista como cenário e personagem dos ensaios de Carnaval. Em 2019, a Tatuapé vai levar para o Sambódromo do Anhembi o samba-enredo "Bravos guerreiros. Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós".

"Eu sempre acreditei que os trabalhadores são os verdadeiros heróis. E sou fã de mulher. A mulher que tem filho, cuida da casa, acorda de madrugada, se vira. Homem não faz o que mulher faz. Elas são as verdadeiras heroínas. Esse lugar aqui é muito forte, você pode ver que vários momentos eu fiquei arrepiada. Eu acho que é e onde os verdadeiros heróis, os verdadeiros guerreiros, lutaram e batalharam, então tem muita energia aqui", diz Renata.

A Acadêmicos do Tatuapé é a quinta escola a entrar na avenida na noite de sexta, 1º de março.

Miss Simpatia
Agora que está realizando o sonho do carnaval, Renata não economiza. Sua equipe para o ensaio incluía motorista, assistente e maquiador, além de uma mala grande cheia de opções de figurinos e acessórios.

Se tem uma coisa que as mulheres evitam na hora de posar para fotos, é beber água para evitar volume na barriga. No caso de Renata, o medo também era atrasar as fotos fazendo intervalos para ir ao banheiro durante a sessão de fotos para o G1. "Miss Simpatia", a dificuldade de Renata era parar de sorrir para fazer carão. Nem a ameaça de chuva tirava o sorriso dela do rosto.

"Esse barulho está desesperador", repetia ela a cada trovoada. "Mas pode me dar bronca, eu tenho mania de sorrir muito. Preciso fazer um curso para relaxar o sorriso", dizia Renata.


'Gracyanne não é inspiração'
O processo para a executiva chegar ao carnaval - quando ela vai desfilar com uma fantasia "bem pelada" - começou há três anos, quando Renata se tornou atleta fisiculturista.


"Entrar para o fitness foi o primeiro rompimento com a coisa da empresária 'coxinha'. Eu achava que eu tinha de me vestir dentro de um padrão, que eu tinha de me portar de uma determinada forma. Eu tinha muito medo de fazer as coisas que eu tinha vontade, arriscar a minha carreira e ser julgada", relembra ela.

De lá para cá, Renata acredita que conquistou o respeito no meio executivo não só como profissional, mas enquanto mulher. "Hoje eu me percebo muito mais respeitada do que quando eu ouvia cantadas e não tinha coragem de colocar a pessoa no lugar dela. Fui me fortalecendo como mulher", conta.


Renata já participou de competições de fisiculturismo nos Estados Unidos, pela WBFF (World Beauty Fitness & Fashion) e na Europa. Mas se engana quem pensa que Gracyanne Barbosa é inspiração da atleta.

"Não me inspiro nela, mas admiro a disciplina que ela tem. A Gracyanne não muda o corpo o ano todo. Você encontra com ela e ela está sempre igual, é muito focada. Eu já cheguei a engordar 14 quilos em uma viagem de férias", entrega Renata.

Do balé ao samba
Bailarina de formação, Renata tem feito aulas de samba desde outubro para não fazer feio na frente da bateria.

"Eu me cobro muito, comecei a fazer aula de samba em outubro. Não quero ir lá para fazer uma bagunça. A escola se prepara o ano inteiro para isso. Por mais que eles tenham tolerância comigo e saibam que eu sou novata e não preciso sambar como uma passista, eu preciso no mínimo saber o que estou fazendo. Nunca soube o samba rasgado de avenida, mas dançar eu amo, é algo que está na minha alma".

Ossos do ofício, no dia das fotos, Renata estava com três bolhas nos pés. "Conquistei essas bolhas sambando, sambando e sambando. Fiz aula sexta, sábado e depois ainda fui para o ensaio", entregou ela.

Planejar e controlar
Na empresa familiar. Renata é diretora de assuntos corporativos. Ela cuida de auditoria externa, planejamento estratégico e orçamentário. "Brinco que é tudo o que planeja e controla, diferente de uma carreira artística, onde não tenho o controle", pondera ela.


"É desafiador, não é ruim, mas é diferente. Minha vida inteira foi corporativa. Por eu ser herdeira, bem ou mal, você tem um tratamento diferenciado, as pessoas te trazem soluções, né? Mas eu já vinha aprendendo, fui empreender, montei minha editora. Queria me jogar, ter desafios. É gostoso não estar no controle".

Agora, o que ela quer inspirar outras mulheres. "Acho que minha missão é inspirar pessoas, principalmente mulheres. Tenho uma causa muito grande com as mulheres, pela igualdade, por respeito. Acho que isso de eu fazer coisas em mundos tão antagônicos como o meio executivo, o fisiculturismo e o samba é justamente a prova de que a gente pode fazer tudo e ser respeitada."


Foi pela própria editora que ela lançou seu primeiro livro, “Do Sonho à Realização”, de 2017. "Escrevi com o propósito de inspirar pessoas a correrem atrás do seu propósito. Se Deus te dá um sonho, não é a toa. Por trás da competição eu não sabia onde iria me levar me trouxe a definição de trabalhar com esportes. Hoje eu dou palestras, estou escrevendo o segundo livro. Tudo isso eu conquistei com isso de me empoderar e me descobrir forte."

Não é à toa que Renata tem as palavras "propósito" e "legado" tatuados. "Minha frase é busque seu propósito e deixe seu legado."


Créditos:
Looks: Ateliê Leandro de Jesus
Beleza: Feh Monteiro





CARNAVAL 2019 > Andreza Sobrinho, musa da Rosas de Ouro: 'Toda passista sonha em ser rainha de bateria'

Aos 32 anos, a dançarina do quadro Ding Dong do 'Domingão do Faustão' já é uma veterana no carnaval; Rosas de Ouro homenageia a Armênia em samba-enredo de 2019.



A musa da Rosas de Ouro Andreza Sobrinho tem 32 anos, sendo 25 de carnaval. A trajetória dela inclui um reinado na frente da bateria da Nenê da Vila Matilde em 2005, o título de musa do carnaval de SP eleita no "Caldeirão do Hulk" em 2011 e o posto de rainha do carnaval de SP em 2012. Andreza posou para a série de ensaios do G1 " As escolas e seus enredos" no Clube Armênio, na Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.


Mas o sonho dela é voltar a reinar em frente à bateria. "Eu acredito que toda passista tem o sonho de ser rainha de bateria. É uma sensação incrível e se me convidassem eu voltaria ao posto sim, com muito prazer", diz ela. Atualmente, o posto de rainha de bateria do Rosas pertence à atriz Ellen Rocche. "Ela é uma rainha linda, simpática e humilde", diz Andreza.


Este ano, a Rosas de Ouro vai falar sobre o genocídio armênio com o samba-enredo "Viva Hayastan".

"Achei sensacional falar de um país tão sofrido, de tantas guerras e lutas. Escola de samba também é cultura, então eu estou muito feliz com esse enredo, acho que vai ser uma grande história contada na avenida", diz Andreza.


Com cerca de 550 famílias armênias ou de descendentes de armênios associados, o prédio atual do clube tem 50 anos, mas a instituição existe em São Paulo desde 1941 com o objetivo de agregar a comunidade armênia e para que as novas gerações conheçam a sua história, cultura e religião.

Para o presidente Nigol Nigoghossian, 66 anos, é muito importante ter a história da Armênia contada por uma escola de samba.


"Achei lindo. Para nós armênios foi uma coisa muito forte, nós gostamos muito. Isso fez com que a gente se envolvesse com a Sociedade Rosas de Ouro. Carnaval é uma cultura do Brasil, o país que vivemos, e nada mais motivador do que unir as duas culturas. E o povo armênio é festeiro, apesar do genocídio sofrido, sempre gostamos muito de cantar, dançar e festejar", diz ele.

A Rosas de Ouro é a quinta escola a apresentar seu desfile no sambódromo do Anhembi, na noite de sábado, 3 de março.

Vida de musa
Paulistana de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, Andreza concilia o trabalho como dançarina do quadro Ding Dong, do "Domingão do Faustão" com o de assessora comercial de uma clínica de cirurgia plástica. Ela também tem uma filha de 6 anos, Sophia. A vida, segundo Andreza, não tem nada de glamour.

"Muito guerreira né? A gente trabalha muito, o nosso dia tem que ter 48 horas porque 24 não dá. A gente é mulher, mãe, dona de casa, então é uma correria louca", diz ela.


Apesar de trabalhar em uma clínica de cirurgia plástica, ela mesma nunca fez nenhum procedimento cirúrgico. "Não fiz porque não precisei, mas faria", resume ela.


Créditos:
Looks: Ateliê Paula Guedes (biquíni) e Lucas Alves (macaquinho)
Beleza: Rogério Royal




CARNAVAL 2019 > Dany Romani, musa da Mocidade Alegre, fala sobre competição para cargo de rainha: 'Em algumas escolas rola até dinheiro'

Para a personal trainer, é o sonho de toda mulher ser rainha de bateria. 'É o auge, o pico máximo dentro de uma escola.'



A personal trainer Dany Romani, 33 anos, é destaque da Mocidade Alegre, mas já passou pela X-9 Paulistana e pela Império de Casa Verde. Em entrevista para a série do G1 "As escolas e seus enredos", Dany conta que o sonho de toda mulher é ser rainha de bateria, e que rola, sim, muita competição pelo cargo. As fotos foram feitas no Santuário Nacional de Umbanda, em Santo André, na Grande São Paulo.


"É sonho de toda menina passar pelo menos uma vez na frente da bateria como rainha ou musa, é o auge, o pico máximo dentro de uma escola. Toda mulher tem jogo de ego, acaba rolando uma competição. Eu falo por mim, por mim não tem competição, mas a gente vê que rola competição, rola até dinheiro, quem tem mais talvez consiga o cargo. Em algumas escolas, não são em todas as escolas", diz ela, fazendo mistério.


Dany pode dizer que levou o carnaval para a vida. Integrante da Mocidade Alegre há 10 anos, onde atualmente é destaque de chão, ela conheceu o marido na quadra da escola há 9 anos. A relação deu fruto: Manuela, de 3 anos, que não impediu a mãe de desfilar nem três meses após dar a luz.


"Quando pisei na Mocidade foi de arrepiar. Um ano depois conheci meu marido. É toda uma relação familiar, de amor mesmo. Tive a Manuela em novembro e o carnaval foi em fevereiro, foi muito marcante. Tive de deixar ela no hotel, dei de mamar, esperei ela dormir, fui pro Anhembi, e voltei para dar de mamar de novo", relembra ela.

A Mocidade Alegre será a terceira a se apresentar na segunda noite de desfiles, no sábado, dia 2 de março.

As águas sagradas da Mocidade
Este ano, o enredo da Mocidade Alegre leva o nome de Ayakamaé - As águas sagradas do sol e da lua. Na lenda, o sol e a lua eram amantes que nunca conseguiam se encontrar. A lua começa a chorar e, das suas lágrimas, nasce o Rio Amazonas.


Escolhido como cenário das fotos, o Santuário Nacional de Umbanda tem uma área de 645 mil m2 de mata nativa e ações de recuperação e preservação do meio ambiente. O local faz parte da Reserva Ecológica da Serra do Mar e foi utilizado durante longos anos pela extinta Pedreira Montanhão.


Segundo a administração atual do local, ao encerrar seus trabalhos na década de 1960, a empresa deixou toda a área devastada. O Babalaô (sacerdote) Ronaldo Linares já utilizava o espaço para suas práticas religiosas e viu ali uma oportunidade de transformá-lo em um local sagrado de conexão à natureza e de culto aos Orixás.


"Não tinha lugar melhor para fotografar este ensaio, já que o samba remete à mata, água, santuário. Eu adorei fotografar aqui principalmente porque eu me vesti de índia, a gente conseguiu abranger bastante o enredo. E aqui traz paz, tem um barulho de água, de pássaro, é bem gostoso", finaliza Dany.

Créditos:
Looks: Espaço Luz
Beleza: Henrique Luna





CARNAVAL 2019 > Cíntia Mello, rainha da Tucuruvi, estreou no carnaval na barriga da mãe: 'O samba me criou'

Em ensaio clicado no Teatro Oficina, no Bixiga, região central da capital, Cíntia falou de machismo e contou que faz suas próprias fantasias.



Cíntia Mello, 31 anos, nasceu na Zona Leste de São Paulo em uma família que fundou a escola de samba Flor de Vila Dalila. Seu primeiro desfile foi ainda na barriga da sua mãe, mas 2019 será especial: ela estreia na frente da bateria da Acadêmicos do Tucuruvi. Ela participa da série de ensaios do G1 "As escolas e seus enredos".


“Ser mulher da favela, ser negra e do samba são coisas um pouco difíceis. Não sei o que está acontecendo com os homens, mas o machismo anda tão aflorado ultimamente e ser passista e mulher negra é representar todas as meninas da comunidade, é uma responsabilidade muito grande", diz Cíntia.

"Eu fico muito orgulhosa da mulher que eu me tornei, dos meus pais terem me criado com tanta dignidade, com tanto caráter. A favela me criou, o samba me criou e eu me fiz a mulher que sou hoje.”

Cíntia, que já foi passista da Vai-Vai e trabalhou em ateliês, se formou em modelagem e faz questão de confeccionar suas próprias fantasias.


“Eu mesma resolvi fazer porque o carnaval para as meninas da comunidade acabou se tornando um pouco insustentável em relação a dinheiro. O material é caro, a mão de obra também é bem cara até porque é um trabalho manual, difícil então tem que ser valorizado, é um trabalho caro”, conta ela, que fez inclusive as fantasias que usou para este ensaio.


Liberdade
Cíntia posou no Teatro Oficina, no Bixiga, região central de São Paulo, que volta a turnê da peça “Roda Viva”, de 1968, em março. A escolha não foi por acaso. Em 2019, a Tucuruvi fala de liberdade com o samba-enredo "Liberdade, o canto retumbante de um povo heroico". O samba cita músicas lançadas na mesma época de Roda Viva, (a música e a peça), época da ditadura militar brasileira, como “Apesar de você”, de Chico Buarque e "Para não dizer que eu falei das flores”, de Geraldo Vandré.

“O nosso tema é super atual, até porque eu acho que em vez de o Brasil caminhar para frente nessas eleições demos alguns passos para trás principalmente na democracia, na liberdade de expressão, de opinião”, opina Cíntia.


José Celso Martinez Corrêa, um dos fundadores do Tetro Oficina, presenciou o ensaio de Cíntia e aprovou a ideia. "Tem tudo a ver um ensaio de carnaval aqui, falamos muito sobre carnavalizar o teatro. E a extensão do Teatro Oficina imita a avenida do sambódromo, como se a plateia fosse a arquibancada ", comentou informalmente.


A construção atual do Teatro Oficina foi projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1992 e inaugurado em 1993.

A Acadêmicos do Tucuruvi é a quarta escola a desfilar no sambódromo do Anhembi na sexta-feira, 1° de março.

Luta pelo Parque Bixiga
Em "Roda Viva", os atores contracenam com a cesalpina, a árvore construída por Lina Bo Bardi que ultrapassa o muro do teatro.


"A linguagem do teatro Oficina tem uma relação direta com o entorno, não só contracena com o sol, a chuva, a noite, mas com o entorno urbano, porque a Lina fez questão de que o teatro e seu público não se isolassem da vida que acontece lá fora como acontece com os teatros italianos ou os de shopping", explica a arquiteta cênica no Teatro Oficina Marília de Oliveira Cavalheiro Gallmeister, 34 anos.

Desde 2014, Silvio Santos tenta aprovar a construção de três condomínios de alto padrão nos três órgãos de preservação de patrimônio das esferas municipal, estadual e federal. O Teatro Oficina entrou com recurso no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e aguarda análise.


"Nós, moradores do bairro do Bixiga, entendemos que a construção desses prédios é ilegal em um território que é tombado. A gente acredita que nesse caso o interesse público ultrapassa o interesse privado. Estamos defendendo o direto dessa terra de existir enquanto espaço público público, de um rio correr na superfície e manter a integridade de um vazio. O patrimônio é soberano", diz Marília.


De acordo com a arquiteta, um estudo concluiu que se os 3 condomínios forem construídos, o Teatro Oficina teria luz natural durante apenas duas horas por dia. O projeto da construtora prevê mil apartamentos com mil vagas de garagem, inclusive alguns andares de subsolo que atingiriam não só o rio que corre abaixo do terreno, mas o lençol freático que está há quatro metros do solo.


A ideia dos ativistas é a de que o terreno seja um parque, já batizado de Parque do Bixiga. "Antes de pensar o que construir nesse espaço, a gente deixou a natureza dirigir e o parque veio nesse sentido, como uma estratégia porque acreditamos que esse espaço tem de manter a integridade de vazio, que importa em uma cidade entulhada como São Paulo. Tem um rio que corta boa parte do terreno e é protagonista e queremos trazê-lo para a superfície. A natureza deu várias direções. Tem um maciço de árvore, o terreno não é plano, é um vale", diz ela.

A construção do Parque Bixiga é um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de São Paulo.


Créditos:
Beleza: André Lima
Looks: Cíntia Mello
Teatro Oficina Uzyna Uzona: Rua Jaceguai, 520 – Bixiga
Peça "Roda Viva": De 29 de março a 28 de abril - sexta e sábado, às 20h. e domingo, às 19h. Valores: R$ 60 inteira, R$ 30 meia (estudantes, aposentados, professores e artistas), R$ 25 moradores do Bixiga (necessário comprovante de residência), R$5 (estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia) – limitados à 10% da lotação diária

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